sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tem tanta coisa pra escrever hoje que chego a me perder...aqui já são 1:50 da manhã e faz um baita frio na casa...coisa de paulista.

Levantamos como o Rocky ao som de Eye of The Tiger, só para animar. Leve café da manhã e nada mais era preciso pra tirar todo mundo da cama, afinal, já eram 7e30 da matina. Horário de férias pra que está acostumado a acordar as 6.
Cminhando e cantando e seguindo a canção, fomos encontrar a van lotada de nadadores da Davie em frente ao Sunforest para nos dirigirmos ao local da nossa primeira e última competição nos EUA. Todos aflitos por escutarem o famoso 'Take your marks' da partida do bloco internacional.
Se bem que ansiosidade e vontade não são lá coisas tão parecidas, até porque metade dos nadadores da casa já sabia o que encontrar pela frente.
Até que nesse sábado o sol nos deu seu ar da graça e nos presenteou com o melhor que ele poderia nos proporcionar por aqui nesta época do ano...nada mal.

Treininho de 4000 só para lavar e lá estávamos nós, novamente congelando na arquibancada, à espera das suas respectivas provas. Eu, é claro, queria recordar tudo e me pus a tirar as fotos que vocês verão a partir de amanhã postadas no nosso espaço.

João teve sérios problemas para encarar o fato que ia nadar os 800 livre. E o resto da galera que ia pra água na primeira prova, também.
Piscina de água menos clorada, com profundidade, mas meio estranha. Não sei bem porque. Isso é uma opinião própria. Sei que tive que fazer um curso na NASA (aqui perto, por sinal) para entender como se organizava o balizamento das provas por aqui, só pra não ter que ouvir, dois dias antes da nossa triunfal partida, uma bronca do Coach por ter eventualmente perdido a prova. Isso porque aqui ninguém quer ficar sabendo de botar a molecada nos seus respectivos lugares. Aqui é como no velho oeste, cada um por si. Olho por olho, dente por dente.

Consegui não perder nenhuma prova, afinal. Mas perdi um tempão nos 50 borb e nos 100 livre. Coincidentemente, ouvi alguns depoimentos não muito alegres sobre provas nesta manhã...alguns tão pouco elogiosos, que poderia dizer que não se tratava de provas de natação e sim de teste para o BOPE.

Uma nota. O terremoto de 8,8 na escala Richter nesta manhã que abalou o Chile deixou muitos dos nossos colegas desolados e preocupados com o bem estar de suas famílias. Mas acredito que nada de mal tenha ocorrido. Desejamos o melhor a todos aqueles que sofreram de longe com essa tragédia e a recuperação de tudo e de todos que a vivenciaram.

Minhas fotos fizeram tanto sucesso que cheguei a flagrar um erro na arbitragem que desclassificou um dos nossos revezamentos. Claro que esse tipo de prova não serve de argumento legal para reverter esse tipo de quadro, mas mostra que estou ficando bom nisso! ;P

Competição terminada, partimos de Plantation diretamente para Miami, onde eu, Panta, João e Giordano iríamos assistir a um jogo da NBA. João entende melhor disso do que eu para falar sobre o jogo, então deixo os méritos técnicos para ele e digo que, depois de um mês de convivência, nossos animos, ainda mais depois de uma competição, estavam já deveras alterados. Mas a viagem foi tranquila e, depois de alguns minutos de transito, chegamos de carona com o Coach Gianluca no American Airlines Arena. Lugar muito bonito, gigantesco, um verdadeiro maracanã do basquete em plena Miami. Carregava o peso da falta do almoço (trocadilho sem graça) e o cansaço de um mês de treinos, mas não deixaria de ir a um programa desses para ficar o dia todo postando num blog. Foi incrível ver a facilidade como os americanos jogam basquete. E como torcem, ou ainda como tornam esse esporte uma verdadeira indústria multibilionária.
Tão rica que nos cobra verdadeiros absurdos pela entrada e pela comida que de especial não tem nada.

Levamos tres horas para sacar o lance e sair de lá com a sensação de quero mais. Um show de esporte.

A questão era: o que fazer em Miami num dia chuvoso, frio, anoitecendo e às vésperas da nossa viagem? Eu estava tão morto que ficava numa de tender a caminhar lentamente pela Orla na esperança de ver alguma coisa; ou entrar num ônibus e tentar chegar de alguma maneira de volta a Davie, Nova Drive. Segunda opção. Dos que fizeram a escolha pela primeira opção, no caso o Panta e o Giordano, amanhã terei mais detalhes. Sei somente que levamos, eu e João exatas 3 horas e quatro ônibus para completar nossa odisséia. Chegamos tão exaustos, que se tivéssemos por um momento errado o caminho, por lá ficaríamos. Mas não erramos. Chegamos bem o suficiente para devorar uns 4 pratos no Hometown Buffet antes de voltar para a tão esperada e aconchegante casa.

Vou matar o Israel se ele continuar com esse ar condicionado ligado nos 45oF!

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